Publicado em 29/05/2026 às 08:27,
Gerson Palermo foi preso na Bolívia e, após ser expulso do país, foi enviado a Mato Grosso do Sul. O traficante estava na superintendência da Polícia Federal em Campo Grande e passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (28).
O chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo, foragido há seis anos e preso na Bolívia na última segunda-feira (26), foi enviado ao Presídio Federal em Campo Grande. Ele passou por audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (28). Veja o vídeo acima.
Palermo deixou a superintendência da PF pela manhã e foi levado por policiais penais federais até o Fórum de Campo Grande. Por volta das 9h30, deixou o prédio e seguiu para a Penitenciária Federal.
O traficante passou a primeira noite em Mato Grosso do Sul, na Superintendência da Polícia Federal, em Campo Grande. Ele foi expulso da Bolívia e chegou ao estado no fim da tarde dessa quarta-feira (27).
Segundo a Polícia Federal, ele não foi levado diretamente nessa quarta-feira (27) à unidade prisional porque a Justiça Federal ainda não havia autorizado a vaga.
➡️ Foragido há seis anos, Gerson Palermo foi beneficiado por uma decisão judicial no Brasil, com a prisão domiciliar concedida em 2020 pelo então desembargador Divoncir Maran. Na época, ele rompeu a tornozeleira e fugiu. Após ser preso na Bolívia, a transferência para o Brasil atrasou por causa da instabilidade política e de bloqueios no país, levando as autoridades a trocar o transporte terrestre por uma operação aérea sob forte esquema de segurança.
Presídio federal
A cela onde Gerson Palermo ficará, inicialmente, tem 7 metros quadrados. Ao chegar ao presídio federal, Palermo deve passar pelo Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), etapa inicial de isolamento prevista no sistema prisional federal, conhecida como período de “quarentena”.
Nesse período, ele ficará isolado por 20 dias para avaliação interna. Em seguida, será transferido para um pavilhão, onde poderá tomar banho de sol por até duas horas diárias, com no máximo 12 presos.
Ele também poderá receber visitas por até três horas por semana e atendimento de advogados por uma hora semanal.
Condenação e histórico criminal
Gerson Palermo é apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele responde por crimes como tráfico internacional de drogas, associação criminosa e assaltos a bancos.
Entre os principais processos, está o sequestro de um avião da antiga Vasp, em 2000. Na ocasião, a aeronave foi desviada e forçada a pousar no Paraná, em uma ação que resultou no roubo de cerca de R$ 5,5 milhões.
Em 2017, ele também foi alvo da Operação All In, da Polícia Federal, que investigou um esquema de tráfico internacional de drogas entre Bolívia e Brasil.
Palermo estava foragido desde abril de 2020, quando deixou o sistema prisional de Campo Grande após obter prisão domiciliar e romper a tornozeleira eletrônica poucas horas depois. Ele integrava a lista dos criminosos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.