Publicado em 08/04/2026 às 09:09,
Recém-nascida deixou a UTI neonatal em estado estável e agora terá a guarda definida pela Justiça, com análise de familiares e possibilidade de acolhimento institucional.
A bebê que estava internada em estado grave após exames apontarem a presença de cocaína no organismo recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (6), depois de quase um mês de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal da Santa Casa de Maringá.
A criança tinha apenas 14 dias de vida quando foi hospitalizada. Segundo informações divulgadas, ela apresentou evolução clínica e deixou a unidade em estado estável, sem necessidade de cuidados intensivos. Após a alta, a recém-nascida foi encaminhada para acolhimento institucional, passando a ficar sob responsabilidade do Estado.
Durante o período de internação, exames laboratoriais confirmaram a presença da substância no organismo da bebê. Um segundo laudo também apontou lesões corporais, mas descartou indícios de abuso sexual. O caso é investigado pela Polícia Civil como suspeita de maus-tratos.
O pai da criança segue preso preventivamente. Em depoimento, ele afirmou que a mãe teria feito uso de cocaína antes de amamentar a filha.
O Conselho Tutelar de Sarandi informou que realiza buscas por familiares aptos a assumir a guarda da bebê, como avós e tios. A possibilidade de encaminhamento à avó paterna foi analisada, mas acabou descartada devido à proximidade dela com o pai da criança, considerada um possível fator de risco.
Já a família materna, residente em Minas Gerais, também está sendo avaliada pelas autoridades. Caso não seja possível a reintegração familiar, a recém-nascida poderá ser incluída no sistema de adoção, conforme decisão da Justiça.