Militares do CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul) e do Exército concluíram o rescaldo do incêndio na Fazenda Jatobá, em Bela Vista. O município, a 324 quilômetros de Campo Grande, está tomado por fumaça e fuligem desde a madrugada de terça (28), com área queimada de cerca de 92 hectares — o equivalente a 129 campos de futebol. Não há mais focos de fogo na manhã desta quarta-feira (29).
Segundo a Defesa Civil de Bela Vista, as chamas atingiram áreas da fazenda e uma área interna do Exército, nas proximidades do aeroporto da cidade, avançando em direção à região urbana. O Mapa de Queimadas de Mato Grosso do Sul mostra 25 focos de calor na região entre terça (28) e quarta-feira (29).
“Às 2 horas da manhã [desta quarta-feira], já se encontra em fase de rescaldo. Agradecemos mais uma vez à população [pela] paciência, porque a cidade está tomada por fuligem e fumaça. Preservem as crianças dentro de casa e se cuidem”, diz o tenente Santana, do CBMMS, que atua no combate.
Combate difícil
Na tarde de terça, a Defesa Civil de Bela Vista afirmou que o incêndio principal já havia sido controlado. No entanto, um novo foco foi identificado e as equipes tentavam localizar exatamente onde as chamas começaram, já que a região é de difícil acesso devido ao Córrego Canelão.
Militares do Exército utilizaram drones para monitorar a área e facilitar o combate nas áreas de difícil acesso, com o objetivo de localizar as chamas antes que elas avançassem novamente sobre a vegetação ou colocassem propriedades em risco.
Ao identificar fumaça ou focos de queimada, a orientação é para que os moradores do município comuniquem imediatamente à Defesa Civil pelo WhatsApp (67) 9991-4582 ou acionem o Corpo de Bombeiros de Bela Vista pelo número 193.
Incêndios florestais
O momento é de preocupação com o risco de incêndios florestais em Mato Grosso do Sul. Mesmo com as cheias registradas no Pantanal nos últimos meses, especialistas alertam que a possível atuação do El Niño pode provocar estiagem severa no segundo semestre do ano, aumentando a vulnerabilidade da vegetação ao fogo.
Conforme especialistas ouvidos anteriormente pelo Midiamax, o cenário preocupa porque o Pantanal e outras regiões do Estado podem enfrentar redução das chuvas, temperaturas elevadas e um período de seca mais intenso, condições que favorecem a propagação de incêndios e dificultam o combate às chamas.


