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Jardim registra primeira morte por chikungunya; MS soma sete óbitos em 2026

Estado lidera incidência da doença no país, com mais de 3,5 mil casos prováveis.

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Chikungunya é causada pelo mosquito Aedes aegypti.

A prefeitura de Jardim confirmou, nesta segunda-feira (30), a primeira morte por chikungunya no município. Com isso, Mato Grosso do Sul chega a sete óbitos pela doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

A vítima é uma mulher de 83 anos, com hipertensão, obesidade e cardiopatia.

Antes da internação, ela procurou atendimento no Hospital Marechal Rondon, no dia 17, com sintomas como mal-estar, dor de cabeça, dor no corpo e falta de apetite. No dia seguinte, fez exames laboratoriais. Foi internada em 20 de março, transferida para o Hospital de Coxim no dia 23 e morreu na quarta-feira (25).

Mortes em MS

Além do caso em Jardim, outras seis mortes por chikungunya foram registradas em Mato Grosso do Sul:

Mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, em 26/02)

Homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, em 09/03)

Bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, em 10/03)

Homem de 72 anos (Bonito, em 19/03)

Mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, em 12/03)

Bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, em 24/03)

Aumento de casos

Dados do Ministério da Saúde mostram que Mato Grosso do Sul tem a maior incidência de chikungunya no país. Dos 79 municípios, 12 estão em situação de epidemia:

Fátima do Sul

Jardim

Sete Quedas

Vicentina

Selvíria

Corumbá

Antônio João

Guia Lopes da Laguna

Bonito

Água Clara

Douradina

Nos três primeiros meses do ano, o estado registra o segundo maior número de casos desde 2015, quando começou o monitoramento.

Segundo a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, as equipes atuam em várias frentes para evitar o aumento de casos e mortes.

"No manejo clínico, preparando as equipes para fazer o diagnóstico diferencial entre dengue e chikungunya, e também estarem preparadas para conduzir os casos, a partir do momento que o paciente entre na unidade básica de saúde ou hospital. Estamos também com todas as equipes mobilizadas para o controle vetorial", afirma.

Conforme o Ministério da Saúde, Mato Grosso do Sul soma 3.588 casos prováveis e sete mortes confirmadas, com incidência de 122,7. No Brasil, são 21.692 casos prováveis e 15 mortes, com incidência de 10,2.

A secretária-adjunta reforçou ainda, a importância do controle da água parada nas casas. "A população pode muito nos ajudar nesse controle desses reservatórios. E as equipes de saúde estão em alerta exatamente no diagnóstico diferencial dos casos, o que é dengue e o que é Chikungunya."

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